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PRESIDENTE DA ABRAPREV RECEBE MINISTRO FRANCISCO REZEK
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          O Presidente da Associação Brasileira de Previdência - ABRAPREV, Dr. Fernando Toscano, recebeu hoje o ilustríssimo ministro Francisco Rezek para discutir as questões da fraude ao Decreto-Lei nº 81.240/78 e a denúncia nas cortes internacionais de justiça.

          Em conversa bastante técnica o Presidente da ABRAPREV expôs todo o contexto em que ocorreu a fraude bem como a luta para corrigir essas distorções que acabaram por prejudicar de forma definitiva os participantes e ex-participantes de fundos de pensão.

          Após o debate foi apresentado um vídeo sobre como teria ocorrido a fraude e a exposição de informações complementares pela nossa Diretora de Comunicação Social, Maria Gislene dos Santos Miranda, também advogada, e pelo membro do Conselho Fiscal da ABRAPREV, Dr. Júlio Cézar Socha.

          Por fim foi entregue ao ministro Francisco Rezek extenso material encadernado, com comprovações sobre a fraude, as ações tomadas até aqui, documentos enviados a órgãos públicos e autoridades, além de toda a documentação fiscal e contábil da ABRAPREV, junto com um CD com apresentação de todo o material impresso entregue, originais de jornais que publicaram matérias sobre a fraude e o livreto impresso pela ABRAPREV sobre a Audiência Pública, realizada em 09 de junho do corrente ano.

          Convidado a iniciar esse trabalho junto à Justiça brasileira e internacional o ministro respondeu não haver nenhum impedimento legal em assumir esse compromisso perante a ABRAPREV comprometendo-se a apresentar um parecer com diversas opções para que fosse escolhido o melhor caminho. Ficou agendada nova reunião entre as partes no próxima semana para fechar a questão.

          José Francisco Rezek é o mais importante jurista vivo do país e seu currículo é impressionante. Mineiro de nascimento, 65 anos, já aos 28 anos foi nomeado Procurador da República, onde obteve o 2º lugar em concurso nacional. Em 10 de março de 1983 foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal, quando contava 39 anos de idade (o mais novo da história). Eleito pelo Supremo, integrou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE),,a partir de 1987, assumindo a respectiva presidência, por eleição de seus pares, no início de abril de 1989. Em 15 de março de 1990 tornou-se o Ministro de Estado das Relações Exteriores do Brasil, função que exerceu até 13 de abril de 1992. Em 4 de maio de 1992 foi nomeado, pela segunda vez, para o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal, na vaga aberta com a aposentadoria do Ministro Célio Borja, tomando posse no dia 21 do mesmo mês. Eleito pelo Supremo, retornou ao Tribunal Superior Eleitoral em 1992. Foi aposentado, a pedido, por decreto de 5 de fevereiro de 1997. Foi professor da Faculdade de Direito da UFMG, UnB, Instituto Rio Branco, Academia de Direito Internacional de Haia (Holanda), Instituto de Direito Internacional Público e de Relações Internacionais da Grécia e da Universidade de Paris (Sorbonne). Foi indicado pelo Governo Brasileiro como membro da Corte Internacional Permanente de Arbitragem durante 17 anos, presidiu o Centro Internacional de Solução de Litígios do Banco Mundial (Washington) e da Corte Internacional do Comércio (Paris). Foi eleito pelo Conselho de Segurança e pela Assembléia-Geral das Nações Unidas como Juiz da Corte Internacional de Justiça (Holanda) durante nove anos, terminando seu mandato em 2006. Nos últimos anos proferiu importantes conferências nas universidades de Paris, Berlim, Londres, Milão, Turim, Roma, Amsterdã, Lisboa, Vancouver (Canadá) e no Cairo (Egito).