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PRESIDENTE DA ABRAPREV
FEZ PRONUNCIAMENTO DE ABERTURA
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Após a
abertura da audiência, efetuada pela presidente da
Comissão Permanente de Direitos Humanos e Minorias da
Câmara dos Deputados, Deputado Federal Luiz Couto
(PT/PB), o presidente da ABRAPREV, Dr. Fernando Toscano
(foto abaixo, ao lado do Deputado Federal Cléber
Verde), inicialmente agradeceu aos responsáveis que
tornaram viável aquele importante evento e fez
importantes considerações iniciais. Abaixo o texto
original:
"PRONUNCIAMENTO DE ABERTURA
Boa tarde!
Ilustre Deputado Federal
Cléber Verde
Demais membros da mesa e expositores
Autoridades, convidados, imprensa, senhores e senhoras
Inicialmente permitam-me fazer algumas rápidas
considerações.
Não poderia deixar de
agradecer publicamente o empenho e a dedicação do
Deputado Cléber Verde. Sem ele o nosso objetivo não
teria sido alcançado. O seu compromisso com a verdade e
com o esclarecimento dos fatos ora comprovados nos deu
impulso ao projeto maior que é a defesa dos direitos dos
demitidos e aposentados.
Não posso deixar de citar
e agradecer o interesse e a boa vontade dos mais
diversos movimentos, sejam eles formais ou informais, de
sindicatos, confederações, organizações sociais em
geral, imprensa e parlamentares. Foram dezenas, talvez
centenas, de cartas, e-mails e telefonemas de apoio;
alguns deles inclusive custearam despesas para colegas e
enviaram representantes. A força de vocês nos fez ainda
mais fortes e dispostos a enfrentar esse “sistema” que
tanto insiste em tirar direitos de milhares de
brasileiros, mesmo que à revelia da lei.
A Associação Brasileira de
Previdência – ABRAPREV conseguiu, através do
Requerimento nº 21/2009, do Deputado Federal Cléber
Verde, a aprovação dessa Audiência Pública, o primeiro
passo para corrigir as injustiças e distorções dos
planos de previdência privada. E esse passo inicial é
justamente na direção de se discutir a fraude no Decreto
nº 81.240/78, que acabou gerando enormes prejuízos a
todos os participantes de planos de previdência
complementar no Brasil, em especial os demitidos do
Banco do Brasil que, com ou sem justa causa, ao saírem
dos seus empregos, por força de legislação fraudada,
deixaram para o Fundo, parte substancial das suas
reservas de aposentadoria, que era justamente a garantia
de um futuro digno e estável.
Como exemplo, os demitidos
dos anos de 1990/1992, receberam a metade das cotas
pessoais e nada das cotas patronais, ou seja, pouco mais
de 16% de tudo a que tinham direito. A PREVI engoliu 84%
de um dinheiro que não lhe pertencia para pagar rombo do
grupo “Pré-67” que, originalmente, deveria ter sido
suportado pelo Tesouro Nacional e pelo Banco do Brasil.
Essa denúncia de fraude num
Decreto é muito grave. Vi milhares de brasileiros
sofridos, com suas vidas destruídas, marginalizados, sem
emprego, perspectivas e humilhados. Eu, como brasileiro,
como cidadão, não posso aceitar isso passivamente. Na
medida em que tomei conhecimento dessa situação, da
fraude, dos caminhos tortuosos escolhidos pelo poder
público para atingir seus objetivos, passei, de uma
forma ou de outra, a fazer parte do sofrimento desses
colegas e me tornei co-responsável pelo esclarecimento
do que de fato houve.
Importante ressaltar que
foram enviados ofícios com a denúncia dessa fraude, em
18 de fevereiro desse ano, ao Deputado Federal Celso
Russomanno (PP/SP) e ao presidente do Superior Tribunal
de Justiça, ministro Francisco César Asfor Rocha; dia 10
de março para a Comissão de Seguridade Social e Família
da Câmara dos Deputados; dia 19 de março para o
Procurador-Geral da República, Dr. Antônio Fernando
Barros e Silva de Souza, e no dia 01 de abril para o
secretário da Secretaria de Previdência Complementar,
Dr. Ricardo Pena
Pinheiro. Todos eles se quedaram inertes, nem ao
menos se dignaram a uma resposta. Daí, devo ressaltar, a
importância que teve o Deputado Cléber Verde que, junto
com a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara
dos Deputados, teve a coragem de lutar para conseguir
essa audiência pública, além de outras providências que
serão tomadas logo a seguir desta.
Acredito que todos tenham
recebido o livreto que foi preparado com intuito de
melhor esclarecer o tema. Quem não tiver recebido, por
favor, peça a algum colega da ABRAPREV. Agora convido o
Dr. José Carlos de Almeida, associado da ABRAPREV e
advogado especialista em Direito previdenciário, a
contar um pouco da sua história pessoal, que se confunde
com os PDVs, para que todos possam entender a essência
do problema. Posteriormente irei
requerer, se for possível, que seja convidado o
Sr. Leandro Schmaedeke, funcionário aposentado do Banco
do Brasil e profundo conhecedor dessas questões, um dos
principais responsáveis pela descoberta da fraude após
anos de pesquisas incansáveis e que irá tratar
especificamente da questão da fraude.
Agradeço a presença de todos
e peço a especial atenção ao que está sendo aqui
explanado para que, após a conclusão dessa Audiência
Pública, possamos dar continuidade ao que aqui
iniciamos.
Obrigado a todos.
Fernando Veloso Toscano de Oliveira
Presidente da ABRAPREV - Gestão 2008/2013"
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