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PRESIDENTE DA ABRAPREV CONCEDE ENTREVISTA NA RÁDIO CÂMARA
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          O presidente da ABRAPREV, concedeu entrevista, ao vivo, via telefone, para o jornalista Telmo, da Câmara dos Deputados. Parte da entrevista, junto de outra, concedida pelo deputado Celso Russomanno (PP/SP) está disponível no site da Câmara dos Deputados. Basta acessar www.camara.gov.br, clicar em "Rádio Câmara" e procurar a matéria, que foi ao ar dia 11 de setembro de 2009 às 19:21 hr, para que se ouça a entrevista na íntegra. O teor da matéria segue abaixo:

"De acordo com reportagem publicada pelo "Correio Braziliense", o decreto foi rasurado.

O deputado Celso Russomano, do PP paulista, que recebeu documentação e informações da Casa Civil, acha que o decreto poderá ser invalidado na Justiça.

Só no Banco do Brasil foram desligados cerca de 40 mil servidores.

Associações de funcionários demitidos estimam que os ex-participantes da Previ que aderiram ao PDV teriam cerca de 20 bilhões de reais a receber.

Celso Russomano acrescenta que o decreto foi retificado, 6 meses depois, mas sem a assinatura do presidente da República.

"O que nós vimos no documento foi uma retificação sem assinatura do presidente da República. Ora, se um decreto é publicado e tem que ser assinado pelo presidente pois é um decreto presidencial, como a retificação não é assinada. E o que é mais grave: usaram o documento original, seis meses depois, para fazer um conserto de redação. Este conserto de redação foi feito com uma máquina, na época era máquina de escrever, uma máquina de tipo diferente daquela que tinha sido usada originalmente, e mostra, alí, perfeitamente o que nós podemos chamar de fraude."

Segundo Russomano, a fraude se caracteriza porque nenhum documento enviado pela Casa Civil tem a retificação do decreto com a assinatura do presidente Geisel.

Para ele, não se pode retroceder um decreto seis meses para modificá-lo, depois de publicado.

A publicação posterior da retificação do decreto, é nula de pleno direito, porque sem a assinatura do presidente, ela não tem validade, assegurou Russomano.

"Por mais que houvesse conhecimento dos membros da presidência da República, e até do então presidente da República da retificação que alí foi feita, sem assinatura, no documento, na retificação, não existe valor."

Segundo Celso Russomano, os direitos dos servidores que aderiram ao PDV devem ser resgatados através do Judiciário.

O presidente da Associação Brasileira de Previdência, Fernando Toscano, afirmou que ficou surpreso com as informações da Casa Civil.

"Qual não foi a surpresa nossa quando chegou o documento e havia a retificação do decreto que tirou os direitos dos participantes do fundo, não estava assinado, e o decreto original rasurado, tornando sem efeito isso aí. Então esse foi o motivo da denúncia, que prejudicou milhares de brasileiros."

Segundo Fernando Toscano, os demitidos no PDV receberam apenas 16% da contribuição que fizeram para o fundo, quando deveriam receber 50% dessa contribuição.

Fernando Toscano disse que a Abraprev vai pedir à Justiça uma ação declaratória de nulidade porque a retificação não foi assinada e, por isso, não tem valor legal."

De Brasília, Paulo Roberto Miranda, sexta-feira, 11 de setembro de 2009.

FONTE:
RÁDIO CÂMARA,
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