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PRESIDENTE DA ABRAPREV SE REÚNE COM O MINISTRO FRANCISCO REZEK
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          O Presidente da Associação Brasileira de Previdência - ABRAPREV, Dr. Fernando Toscano, está em São Paulo desde ontem, onde permanecerá até amanhã, 29, pela manhã, em diversas atividades em benefício dos seus associados.

          Hoje o nosso Presidente se encontrou com o ilustríssimo ministro Francisco Rezek (ex-STF, TSE e Juiz da Corte Internacional de Justiça, em Haia, Holanda). Numa proveitosa reunião, de quase uma hora no escritório do ministro, foram discutidas as diversas possibilidades jurídicas vislumbradas.

          O ministro Francisco Rezek se comprometeu, oficialmente, em patrocinar a causa dos pedevistas, no que tange à fraude no Decreto-Lei nº 81.240/78. Palavras do Ministro ao Presidente da ABRAPREV : "Após análise pormenorizada dos meus colaboradores, fiz um estudo complementar nos documentos que me foram entregues pelo senhor e cheguei à conclusão de que esta é uma discussão bastante séria e justa. Por este motivo autorizo formalmente a ABRAPREV a noticiar que aceito assumir a responsabilidade pela orientação da condução do processo a ser interposto no âmbito da justiça brasileira, inicialmente, através de um parecer detalhado que servirá de norte para que a ABRAPREV, através do seu corpo jurídico, possa discutir na Justiça, com grandes chances de sucesso, essa questão, extremamente relevante, mas um tanto quanto sui generis".

          O Presidente da ABRAPREV agradeceu e discutiu com o ministro outras possibilidades jurídicas junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Corte Internacional de Justiça e a Organização Internacional do Trabalho - OIT. Segundo o ministro Francisco Rezek não há, neste momento, condições plausíveis para que essa questão seja analisada em nenhuma esfera no exterior porque não estão esgotadas as discussões jurídicas no âmbito interno. Ainda citou a questão de uma ação movida pelo Ministério Público de Pernambuco, protocolizada na Comissão Internamericana de Direitos Humanos há três anos e ainda engavetada para discussão futura. Outra questão gravíssima, segundo o ministro, ainda sem qualquer acordo, é o não pagamento dos precatórios emitidos pelo Governo e pelo município de São Paulo - muitos bilhões de Reais em prejuízo de aposentados e pessoas de média e baixa renda. A Corte de Costa Rica, segundo o ministro, somente analisa pedidos que forem previamente aprovados e encaminhados pela Comissão e ele afirmou, categoricamente, não existir qualquer possibilidade disso ocorrer na forma em que está hoje. Também não acredita que o governo brasileiro se sinta pressionado por essa questão já que não houve protocolização de nenhuma ação no país e, dessa forma, o governo brasileiro não pôde ainda se defender da acusação.

          O ministro Francisco Rezek informou por fim que existem brechas para análise dessa questão em outros organismos no exterior, mas só após esgotadas as discussões aqui no Brasil, no STJ e no STF. O ministro ainda ressaltou que está analisando algumas opções que enumerou em seus estudos e na próxima semana, quarta-feira, dia 03, enviará ao Presidente Fernando Toscano todos esses detalhamentos técnicos e a proposta de trabalho.