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ABRAPREV TEM PRESENÇA ATIVA EM CONGRESSO NO RIO DE
JANEIRO
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O Presidente da Associação Brasileira de Previdência -
ABRAPREV participou ativamente do 1º Congresso Nacional
de Investidores - INI, realizado no Windsor Barra Hotel,
no Rio de Janeiro dias 27 e 28.11.2009.
Uma das questões levantadas por nosso Presidente, que já
havia gerado grande discussão há pouco mais de um mês em
treinamento na BM&F BOVESPA, São Paulo, foi o
questionamento da cobrança de 2% de IOF em operações na
bolsa brasileira por multinacionais. "Mudar a regra
do jogo é um grande risco e uma desnecessidade, pois
traz insegurança ao investidor estrangeiro que correrá
para a Bolsa de Nova Iorque fazendo que a BM&F BOVESPA
caia, prejudicando investidores, a própria BOVESPA,
corretoras e inclusive os poderosos fundos de pensão que
aplicam no ramo de siderurgia, metalurgia, petróleo,
transporte e construção civil. Algumas ações caíram
perto de 8% apenas em 10 dias." O Presidente da
ABRAPREV teve sua opinião rechaçada pelo instrutor da
BM&F BOVESPA, mas o próprio ministro Pedro Malan e
conselheiro do Itaú Unibanco pensa o contrário: "O
imposto sobre o investimento estrangeiro é um erro. A
alta do real se deve à confiança no país". A
economista-chefe da corretora Link Investimentos, de São
Paulo, vai mais longe e espelha o mesmo pensamento do
nosso Presidente. Disse ela, em entrevista à Revista
Exame (edição 957, de 02.12.2009, pág. 130), ao ser
perguntada sobre o novo imposto sobre aplicações
estrangeiras: "O Brasil ainda é atrativo e compensa o
pagamento desse imposto. O grave dessa medida é que ela
deixa o estrangeiro ressabiado, porque as regras foram
alteradas no meio do jogo. É uma desconfiança ruim para
a bolsa e também para todo tipo de investimento
estrangeiro no país no longo prazo. Não dá para mudar as
regras no meio do jogo".
Na discussão no curso na BOVESPA, o nosso Presidente
disse algo idêntico: "Como posso participar de um
investimento onde há ingerência estatal?". O
instrutor respondeu: "Aplicação de renda variável é
local de risco e não há ingerência estatal", no que
foi respondido por nosso Presidente: "Não há
ingerência direta, mas há indireta já que a CVM,
estatal, controla a bolsa, o governo impõe imposto no
meio do jogo, mudando suas regras, afugentando
investidores estrangeiros e apenas os brasileiros perdem".
Uma intervenção branca dessa que foi feita fez alguns
fundos de pensão perderem mais de R$ 2,5 bilhões no mês
de novembro. Um erro histórico do ministro Mantega que
justificou de forma errônea: "O país não precisa de
capital especulativo". O problema é que perdendo
investimentos aqui a bolsa cai, os investidores perdem,
as corretoras perdem, a BOVESPA perde e a desconfiança
aumenta. Lamentável...
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