DESCUBRA O QUE A ABRAPREV PODE FAZER POR VOCÊ!!!

A CRONOLOGIA DA FRAUDE
1 7 . 0 3 . 2 0 1 0

          O jornal Correio Braziliense trouxe, no último dia 14, matéria de página inteira intitulada "Fraude em decreto de 1978 lesa beneficiários", subtítulo "Rasura em documento assinado por Ernesto Geisel prejudicou dezenas de milhares de servidores". A matéria, assinada pelo jornalista Lúcio Vaz, o mais antigo de todo o Correio Braziliense, retrata a questão que tanto prejuízo trouxe a milhares de famílias, muitas delas em situação de penúria.

          É importante conhecer todo o contexto histórico da fraude. A ABRAPREV preparou aqui uma pequena cronologia dos fatos (clique nos links em azul):

24 de janeiro de 1978: Publicação do Decreto nº 81.240/78, que regulamentou a Lei nº 6435/77. A publicação foi correta, assinada pelo então Presidente Ernesto Geisel, sem erros formais;
16 de junho de 1978: Publicação de uma retificação irregular já que fora intempestiva (o prazo para retificação com "vícios de publicação" era de cinco dias), publicada junto dos atos do Ministério da Marinha (quando o correto seria junto dos atos do Ministério da Previdência e Assistência Social) e, pior, sabido depois, sem assinatura - ato nulo de pleno direito;
1995: Acontecem os PDVs abusivos (governo Fernando Henrique Cardoso - PSDB); descoberta de indícios da fraude pelo colega Valério Faust, de Santa Catarina, que comunica ao advogado Dr. José Carlos de Almeida, também pedevista do Banco do Brasil. Nenhuma providência é levada adiante por não entenderem, naquela época, que se tratavam de fatos tão graves;
Início do século XXI: O colega, também pedevista do Banco do Brasil, Leandro Schmaedeke, hoje diretor da Associação dos Demitidos do Banco do Brasil - ADBB, também associado da ABRAPREV, inicia estudos e pesquisas a respeito da fraude na retificação do Decreto nº 81.240/78 bem como sobre a legislação aplicável, regulamentos e estatutos da PREVI e em uma série de outros documentos complementares, contando com a importante colaboração, do também pedevista do Banco do Brasil, hoje associado da Associação Nacional dos Demitidos do Banco do Brasil - ANDEBB, Sr. Ary Taunay Filho, trabalho esse conhecido no meio como "expresso da madrugada" já que ambos passaram anos a fio trabalhando nessas pesquisas durante a madrugada;
18 de fevereiro de 2009: Ofício da ABRAPREV entregue ao Deputado Federal Celso Russomanno (PP/SP) e ao Presidente do Superior Tribunal de Justiça, Francisco César Asfor Rocha, pedindo esclarecimentos e apuração da fraude na retificação do Decreto nº 81.240/78;
03 de fevereiro de 2009: Deputado Federal Cléber Verde (líder do PRB/MA) e Vice-Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados visita a ABRAPREV, a convite de seu Presidente, onde é informado sobre a suposta fraude, e se interessa, prometendo levar o caso adiante;
19 de março de 2009: A fraude é denunciada formalmente, pela ABRAPREV, ao Procurador-Geral da República, Fernando Barros e Silva de Souza, que também não se manifesta;
01 de abril de 2009: Audiência Pública para denunciar a fraude na retificação do Decreto nº 81.240/78 é aprovada pela Câmara dos Deputados;
15 de maio de 2009: Audiência Pública é confirmada para o dia 09 de junho de 2009 às 14:30 horas;
09 de junho de 2009: Audiência Pública é realizada no plenário nº 06 da Câmara dos Deputados, com a presença de diversas autoridades, dez deputados federais e auditório lotado. Ao tempo em que esta ocorre, o Deputado Federal Celso Russomanno (PP/SP) faz discurso em plenário alertando sobre a gravidade do caso e, aí sim, atendendo ao pedido da ABRAPREV, oficia para que a Casa Civil da Presidência da República se pronuncie sobre a questão;
12 de agosto de 2009: Audiência da então Diretora da ABRAPREV, Manuela Delgado, em conjunto com o Sr. Leandro Schmaedeke e a Sra. Ângela Lobo, com o Deputado Federal Celso Russomanno (PP/SP) traz novos e surpreendentes esclarecimentos. Na resposta ao ofício enviado pelo Deputado Celso Russomanno, a Casa Civil da Presidência da República demonstra, através de documentos, que a retificação do Decreto nº 81.240/78 não foi sequer assinada, ou seja, é nula de pleno direito. Pior: o Decreto original foi grosseiramente rasurado e, após a apresentação às autoridades de um dossiê contendo um minucioso estudo do nosso dedicado colega Willis, estas se quedam inertes, sem qualquer manifestação - nem positiva nem negativa;
17 de agosto de 2009: O nosso então Delegado Regional para a Região Nordeste, Sr. Leandro Schmaedeke, fez um levantamento da documentação recebida da Casa Civil da Presidência da República. As minúcias do ali encontrado foram detalhadas para conhecimento público. De novo nenhuma autoridade se manifesta;
20 de agosto de 2009: A Senadora Marina Silva também recebeu documentação completa sobre a fraude e, como os demais, também se calou;
06 de setembro de 2009: Primeira denúncia em um meio de comunicação de massa é feita pela ABRAPREV através do jornal Correio Braziliense e toda a rede "Diários Associados", sites e blogs os mais diversos;
09 de setembro de 2009: Dando continuidade à primeira matéria o Correio Braziliense e a rede "Diários Associados" publicam novas denúncias;
14 de setembro de 2009: O Presidente da ABRAPREV, Fernando Toscano, concede entrevista, ao vivo, para a Rádio Câmara, também denunciando a fraude. Nenhum político se interessa em atuar proativamente, mas a ABRAPREV não desiste e procura outros meios de corrigir essas distorções lesivas aos participantes e ex-participantes de fundos de pensão;
06 de outubro de 2009: O ministro Francisco Rezek atende chamado do Presidente da ABRAPREV para tomar conhecimento sobre a fraude e recebe um dossiê com as informações completas. Antes assiste a um vídeo feito com o Deputado Federal Celso Russomanno (PP/SP) e ouve da ABRAPREV diversas informações técnicas e jurídicas a respeito do assunto;
03 de dezembro de 2009: ABRAPREV firma dois contratos com o ministro Francisco Rezek, um deles para tratar especificamente da questão da fraude;
12 de janeiro de 2010: O Presidente da ABRAPREV recorre ao Vice-Presidente da República, José Alencar, através de sua assessoria, para que esse interfira em favor dos prejudicados com a fraude na retificação do Decreto nº 81.240/78;
20 de janeiro de 2010: ABRAPREV protocoliza pedido de nulidade da retificação do Decreto nº 81.240/78 junto ao Presidente da República. O Ministro Francisco Rezek subscreve o requerimento juntamente com o Presidente, Fernando Toscano;
21 de janeiro de 2010: A mesma documentação fornecida ao Presidente Lula foi entregue, em mãos, para a assessoria do Vice-Presidente José Alencar, que prometeu apoio na questão;
04 de fevereiro de 2010: A Presidência da República, através do Gabinete Pessoal do Presidente Lula, oficia a ABRAPREV e encaminha o pedido de nulidade para averiguação e providências;
10 de março de 2010: O Deputado Federal Celso Russomanno (PP/SP) recebe novo ofício da Casa Civil e liga ao Presidente da ABRAPREV para discutir a questão, inclusive propondo, inicialmente, uma coletiva de imprensa. Depois prefere se acautelar e consultar um advogado de confiança;
11 de março de 2010: O Presidente da ABRAPREV convida e recebe a visita do jornalista Lúcio Vaz para tomar conhecimento de como andam as questões sobre o pedido de nulidade da retificação do Decreto nº 81.240/78. É nova matéria se preparando para ser divulgada dia 14;
14 de março de 2010: Terceira matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense e toda a rede "Diários Associados" é veiculada;
16 de março de 2010: O Presidente da ABRAPREV se encontra com o Ministro Francisco Rezek para tratar das questões jurídicas que serão demandadas a partir de agora. O Ministro solicita, através da ABRAPREV, uma audiência na Casa Civil para que possa discutir internamente a questão.

           No entendimento do Presidente da ABRAPREV as ações têm sido corretas: "Seguimos um cronograma lógico, nos preparamos política, jurídica e estrategicamente para que o nosso trabalho surtisse o desejado efeito. Tenho que agradecer de forma especial aos Deputados Cléber Verde e Celso Russomanno, ao incansável pesquisador e maior conhecedor do assunto, Leandro Schmaedeke, ao ministro Francisco Rezek e ao jornalista Lúcio Vaz. Sem essas cinco personalidades, realmente especiais, íntegras, destacadas e formadoras de opinião, o nosso trabalho não teria surtido qualquer efeito. Agora estamos entrando na reta final que são as ações judiciais propriamente ditas."